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Microsoft Code Jumper: um brinquedo que ensina crianças com deficiência visual a programar

A Microsoft lançou um protótipo de um novo brinquedo físico, que busca ensinar jovens com deficiências visuais e perda de visão os princípios da programação.



A Jumper Code American House (APH) é uma série de módulos físicos que possuem diferentes formas, tamanhos, cores e texturas, cada um representando uma linha de código.


Eles podem ser conectados com fios para fazer diversas sequências, o que resulta em diferentes efeitos sonoros – desde músicas, poesias e vários sons de instrumentos a ruídos como o miado de gato ou uma sirene de ambulância.



Começando com princípios básicos para crianças na faixa dos sete anos de idade, o kit tem 15 módulos e 15 plugues de conexão que podem ser conectados de maneiras diferentes para criar sequências cada vez mais complexas de códigos.


“Uma variedade de texturas, formas e cores visa ajudar aqueles com deficiência visual a distinguir os diferentes blocos e, portanto, as linhas de código”, diz Cecily Morrison, cientista da computação e pesquisadora da Microsoft Research, equipe que liderou o projeto.


“As pessoas muitas vezes não percebem que a maioria das crianças cegas tem alguma visão. Muitas podem ler a escrita por meio de texto ampliado, ver cores e distinguir formas. Os conjuntos foram projetados para que as crianças possam usá-los, independentemente do nível de visão.”




Morrison tem um filho cego de seis anos de idade e começou a explorar maneiras de ensinar as crianças com baixa visão a codificar depois de perceber que a tecnologia existente estava desatualizada: “Não existem kits ou produtos existentes para ajudar as crianças a aprenderem a programar e desenvolver um currículo para a área de computação”.


Os módulos são colocados contra um tapete preto, que ajuda os deficientes visuais a distinguir as cores.


O objetivo do Code Jumper é ensinar aos jovens os princípios do código – que agora faz parte do currículo da escola primária no Reino Unido – para permitir que se afastem dos objetos físicos e migrem para uma linguagem de programação baseada em texto e tela no futuro.


Muitos seriam capazes de fazer isso por meio da tecnologia assistencial, diz Morrison, como uma lupa que aumenta o tamanho da fonte do código, ou através de um leitor de tela, que lê em voz alta o conteúdo exibido no monitor.


Permitir que as crianças usem suas mãos para codificar fisicamente ajudaria, portanto, a tornar as teorias de codificação mais “inclusivas” e acessíveis, diz Morrison – enquanto um brinquedo colorido “tátil” pretende ser agradável para todas as crianças, em vez de apenas aquelas com problemas de visão.


Para migrar para os códigos baseados em texto, as crianças precisam ter uma noção muito clara dos conceitos da programação. “Uma de nossas visões é que isso não é apenas algo para crianças com visão parcial, mas para todos. Não queremos que eles sejam retirados das aulas ou que fiquem fazendo suas próprias coisas no canto da sala de aula.O objetivo da educação inclusiva é que eles podem aprender com outras crianças. A codificação deve ser social e divertida.”


Para permitir a interação entre muitos alunos, os blocos são grandes, o que permite que as crianças os toquem cada uma de uma vez. Durante o processo de design e a fase de pesquisa, ficou constatado que muitas crianças também estavam tocando cada bloco com as duas mãos.


“Queremos que isso seja uma experiência física e compartilhada, independentemente da visão, onde qualquer pessoa pode tocar nos blocos e falar sobre codificação”, diz Morrison. “O aspecto de resolução de problemas é tão importante quanto aprender a codificar.”


O protótipo do Microsoft Code Jumper já foi projetado e enviado junto com sua pesquisa para a American Printing House for the Blind, que vai desenvolvê-lo. A organização sem fins lucrativos é especializada na criação e distribuição de produtos e serviços para pessoas cegas ou com visão reduzida.


É esperado que o brinquedo de codificação seja distribuído em todo o Reino Unido, EUA, Canadá e Austrália ainda este ano.