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Thiago Saccól - desenvolvimento web, conteúdo e empreendedorismo em São Paulo

Circo alemão cria nova experiência ao trocar animais por hologramas

Nas noites do circo Roncalli, na Alemanha, um elefante de 6 toneladas está próximo ao público, com as orelhas abanando. Enquanto a multidão aplaude, ele ergue as patas traseiras, abaixa a cabeça … e então desaparece.


O elefante, como os outros animais presentes no picadeiro, é um holograma 3D – um reforço tecnológico criado pela Optoma, empresa especializada em projetores e tecnologias 3D, para preservar a magia dos circos, eliminando as preocupações com a crueldade contra os animais.



Onze projetores são necessários para realizar os efeitos de até 32 metros de altura e 5 de comprimento. A tecnologia permite a visibilidade em 360º por parte de todos os espectadores e demandou um investimento de R$ 1.750.000.


O elefante virtual não é o único número apresentado. Anéis etéreos de cavalos que galopam no ar, peixes gigantes pairando no centro do picadeiro e palhaços cibernéticos também fazem parte do show.



Um dos pilares do entretenimento popular no passado, os circos vêm enfrentando dificuldades nos últimos anos. Fatos como o surgimento de outras mídias, como filmes e videogames, e elevado custo logístico de transportes de trem de artistas, estruturas, equipamentos e animais dificultam a continuação dessa tradição. Uma única viagem pode custar até R$ 250.000,00.


Porém, nenhum dos motivos acima contribuiu tanto para essa situação como os diversos relatos de crueldade contra os animais. As constantes notícias nas mídias anos atrás no Brasil resultou na Lei Federal 10.220, que proíbe a participação de animais em circos e similares em todo o território nacional.


“Infelizmente, o circo ‘velho’ ficou um pouco empoeirado, mas é assim que o circo pode permanecer vivo”, disse o âncora da TV alemã Max Schautzer.